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Mama Help

Mama Help

quarta, 30 setembro 2015 17:12

5. Acompanhamento e assistência

E.1 – Durante o processo de diagnóstico e tratamento do cancro da mama para além dos médicos que nos acompanham precisamos muitas vezes de outro tipo de acompanhamento que pode ou não estar disponível nas Unidades de Saúde.

Habitualmente a equipa de tratamento inclui médicos e enfermeiras especialistas em mama mas pode ainda incluir psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e assistentes sociais.

Para além destes podemos ainda ter várias valências que ajudam a percorrer esta jornada de forma mais fácil: treinadores de exercício físico, ioga, tai-chi e qui jong, acupunctores, terapeutas de Reiki, naturopatas.

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quarta, 30 setembro 2015 17:11

4. Viver com o CANCRO DA MAMA avançado

D.1 – O cancro da mama avançado inclui por definição o cancro que localmente é muito grande ou tem um comportamento local muito agressivo, atingindo muitos gânglios ou sendo inflamatório e o cancro metastizado que se espalhou para
outras partes do corpo.

São situações complicadas pois determinam em si um pior prognóstico/menor sobrevivência e tratamentos muito mais complicados, habitualmente para a vida.

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quarta, 30 setembro 2015 17:09

3. Ensaios clínicos

F.1 – Em todas as áreas da Medicina Clínica a investigação é feita através de
ensaios clínicos que na realidade significam o que o próprio nome diz, isto é, ensaiar uma nova droga/método/ técnica para perceber se, quando comparada com o que faz habitualmente, é melhor ou pior para determinada doença. Os ensaios
clínicos são processos complicados sujeitos a intensa regulação e implicam um grande esforço de todos, doentes, médicos, enfermeiros e técnicos de investigação para que se possam concretizar.

Todas as drogas novas que representam enormes avanços para a Medicina foram testadas através de ensaios clínicos.

Em Portugal existem vários centros com ensaios clínicos abertos para cancro da mama. A inclusão de doentes novos em ensaios clínicos depende essencialmente dos chamados critérios de inclusão de cada um. Ou seja em cada ensaio só podemos
incluir aqueles doentes que cumprem os critérios de inclusão (por exemplo podemos ter um ensaio para doentes com menos de 35 anos ).

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quarta, 30 setembro 2015 17:07

2. Em tratamento

B.1 – Durante o processo de tratamento e de acordo com o tipo de tratamento o acompanhamento pode variar. De qualquer forma e para o tratamento do cancro da mama temos essencialmente três tipos de tratamento orientados por especialistas
diferentes mas que decidem que tratamentos e qual a sequência no que chamamos consulta de grupo ou multidisciplinar. Os três tipos de tratamentos são a Cirurgia, a Radioterapia e o Tratamento sistémico que inclui a quimioterapia, a hormonoterapia os tratamentos biológicos.

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quarta, 30 setembro 2015 17:04

1. Recentemente diagnosticado

A.1 – Acabo de saber que tenho um diagnóstico de cancro da mama. O que fazer?

Antes de tudo é preciso calma, não fazer escolhas precipitadas, o cancro não é uma doença urgente. As escolhas iniciais são fundamentais e para isso é preciso tempo para pensar e pedir segundas opiniões. Não é justo pedir segundas opiniões quando por ex. a cirurgia já está marcada para o dia seguinte.

Nem todas as Unidades de Saúde Publicas e Privadas estão adequadamente equipadas para tratar cancro e nem todos os médicos têm um conhecimento profundo da doença.

Nos dias de hoje o cancro da mama deve ser tratado em Unidades Hospitalares Publicas e Privadas com experiência no tratamento da doença.

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terça, 29 setembro 2015 20:53

7. Recursos e tratamentos disponíveis

G.1 – O cancro da mama por ser considerado um problema de saúde pública devido à sua frequência é alvo de muita investigação e por isso os métodos de diagnóstico, tratamento e consequente sobrevivência têm aumentado exponencialmente nas últimas décadas.

Em Portugal temos acesso a todos os métodos de diagnóstico e tratamento modernos e temos ainda acesso a novas processos de diagnóstico e tratamento ainda em investigação através de ensaios clínicos em curso em diversos centros de tratamento públicos e privados no nosso país.

Os Centros maiores, com mais doentes, que fazem investigação clínica são habitualmente os melhor apetrechados para o tratamento pois dispõe quer de recursos que são mais actualizados.

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terça, 29 setembro 2015 20:52

6. Qualidade de vida

F.1 – No tratamento do cancro da mama ou de qualquer outra doença existem dois pressupostos implícitos: o melhor resultado em termos e sobrevivência mas com qualidade de vida.

Estes pressupostos devem guiar as escolhas e as discussões com as doentes com cancro da mama em qualquer das vertentes do tratamento.

Para algumas pessoas o benefício obtido em termos de sobrevivência com um determinado tratamento pode não justificar a sua utilização se o impacto na diminuição da qualidade de vida for muito importante.

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terça, 29 setembro 2015 20:48

5. Diagnóstico precoce

E.1 – Sabendo que não há prevenção primária para todas as mulheres, a melhor forma de tratar o cancro da mama é descobrir a doença precocemente através do rastreio.

Uma vez perante a suspeita de cancro, imagiológica (mamo e/ou ecografia) ou clínica teremos sempre que confirmar essa suspeita através de uma biopsia.

Esta confirmação actualmente é feita pelo radiologista com o auxilio de ecografia sempre que possível. Quando a lesão suspeita não é visível na ecografia, como é o caso de microcalcificações, ter-se-á que fazer a biopsia sob controlo mamográfico
(estereotaxia).

A biopsia deverá ser sempre uma biopsia de agulha grossa (core biopsia) com uma amostra de pelo menos 4 fragmentos para que seja considerada suficiente. Estes fragmentos de tecido permitem avaliar bem as lesões e determinar que tipo de cancro se trata, pois existem muitos cancros da mama diferentes.

Um diagnostico precoce considera-se sempre que o cancro não se espalhou para lá da mama e gânglios da axila.

Quanto mais precoce é o diagnóstico maior é a sobrevivência e habitualmente mais simples o tratamento.

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terça, 29 setembro 2015 20:46

4. Plano de detecção

D.1 – Como as causas de cancro da mama não são totalmente conhecidas e a maior parte dos cancros da mama que tratamos não é hereditária não existe disponível uma prevenção primária, ou seja algo que evite que o cancro da mama apareça.
Por isso a prevenção secundária a que chamamos detecção precoce ou rastreio é a forma mais eficaz que existe de descobrir o cancro da mama mais cedo, numa fase em que o tratamento é supostamente muito mais simples.

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terça, 29 setembro 2015 20:40

3. Factores de risco

C.1 – Qualquer coisa que aumente a possibilidade de ter uma doença é chamado de factor de risco.

Ter um mais factores de risco não significa que se vá ter cancro da mesma forma que não ter factores de risco não significa que não se vai ter cancro.

Existem factores de risco que são comuns à maioria dos cancros como por exemplo a idade, com a idade como vimos há mais alterações genéticas celulares, e outros que são específicos para um cancro como por exemplo o sexo (mama e próstata).

Os factores de risco para cancro da mama são essencialmente o sexo e a idade. Ser mulher e ter mais do que 50 anos são os dois principais factores de risco.

Porque o cancro da mama é muito frequente é normal existir mais de uma pessoa na mesma família com a doença, isso não significando que é hereditário.

O cancro da mama hereditário é raro, representando apenas 5% dos cancros da mama.

 

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