As células cancerígenas/malignas podem romper a membrana basal (uma barreira impermeável, que separa o tecido onde o cancro se desenvolve, do tecido conjuntivo onde se situam os vasos, que podem ser o meio através do qual as células malignas se espalham para outros órgãos) por acção de enzimas específicas que a destroem, parcialmente, permitindo, assim, que estas mesmas células saiam da mama e se espalhem pelo corpo. Esta disseminação é ajudada, ainda mais, pelo facto de estas células malignas terem a capacidade de se separarem mais facilmente umas das outras do que as células saudáveis.

As metástases podem aparecer em várias fases da doença. É pouco frequente descobrir metástases quando se faz o diagnóstico do cancro inicial, mas pode acontecer em 5-10% dos casos na Europa e América do Norte. Nos países menos desenvolvidos, esta percentagem é, habitualmente, maior, pois os cancros são descobertos mais tardiamente, e já em fases mais avançadas. Mais frequentemente as metástases surgem meses a anos depois do tratamento inicial do cancro. Pensa-se que as células malignas podem ficar adormecidas, noutro órgão onde se alojaram, e que podem acordar em qualquer altura, devido à acção de diversos factores, que permanecem, ainda, por esclarecer.

O cancro pode, por isso, espalhar-se muito cedo, e produzir micro-metástases, que não conseguem ser detectadas com os meios de diagnóstico actualmente disponíveis.

No decurso do seu desenvolvimento, as metástases podem impedir o normal funcionamento dos órgãos onde se fixaram. É esta potencialidade de alterar as funções vitais que faz com que as metástases desenvolvam a capacidade de ser mortais.Perante a suspeita de metástases, teremos que proceder à confirmação do diagnóstico

O tratamento do cancro da mama metastático assenta, fundamentalmente, na quimioterapia, hormonoterapia e terapias alvo. A radioterapia e a cirurgia podem ser ocasionalmente necessárias, assim como tratamento sintomático para controlo da dor, melhoria da qualidade de vida e melhoria da tolerância aos tratamentos.

Estes tratamentos podem ser ministrados isoladamente, em combinação ou sequencialmente (um após outro), dependendo das características do tumor e dos tratamentos prévios e, por isso, adaptados a cada pessoa.

Estas estratégias têm que ser decididas na reunião multidisciplinar, e devem sempre ter em conta as preferências da doente, tendo em atenção que os tratamentos a administrar serão eficazes apenas durante um período de tempo mais ou menos limitado.

A cirurgia, como a radioterapia, é, basicamente, um tratamento local que remove o tumor. É mais eficaz quando o tratamento é localizado, ou quando existe apenas uma metástase isolada. No caso de várias metástases, a cirurgia
pode ser necessária, não para remover o tumor, mas para prevenir e tratar complicações sérias decorrentes da doença em evolução. Quando o cancro da mama é diagnosticado já com metástases, estadio IV (estadio I – cancro só na mama; estadio II – cancro na mama e nos gânglios,; estadio III – cancro na mama e gânglios localmente avançado; estadio IV - cancro na mama e gânglios de qualquer tamanho mas com metástases à distância), a cirurgia não é a primeira opção de tratamento. Nessas situações inicia-se um tratamento sistémico (para o corpo todo), para avaliar a resposta do tumor ao tratamento, e para tentar controlar o seu crescimento.

A Radioterapia é, como a Cirurgia, um tratamento local que actua directamente nas metástases, e que é habitualmente utilizada com a cirurgia e com os tratamentos sistémicos para combater o cancro, aliviar a dor, e melhorar a qualidade de vida dos doentes.

Esta técnica usa as radiações como forma de destruição gradual das células malignas, impedindo que estas se multipliquem, e, tentando, ao mesmo tempo, poupar os órgãos/tecidos vizinhos saudáveis, através de um planeamento adequado.

Os ensaios clínicos são fundamentais, em todas as áreas da medicina, e mais ainda em cancro metastático, em que os novos medicamentos representam mais uma alternativa para continuar a prolongar a vida.

É, por isso, importante, que todos os doentes compreendam a importância da participação em ensaios clínicos, já que esta é a única forma de atingir novos progressos científicos, que permitam prolongar a sobrevivência dos doentes com cancro da mama metastático.

Que ENSAIOS CLÍNICOS existem em Portugal para Cancro da Mama Avançado...

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